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Publicado em 20/07/2011 | Categoria: APAC em destaque
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Uma preocupao a mais com as chuvas

Nove mortes num fim de semana, 342 famílias desabrigadas e 645 desalojadas. Pernambuco volta a sofrer com as chuvas e, dessa vez, com um elemento a mais: a Zona da Mata Norte, que até então não estava no foco das preocupações dos órgãos de monitoramento climático e hidrológico, surpreendeu com uma cheia que não acontecia desde 1976. O município de Goiana nem fazia parte do mapa de risco de inundação, elaborado pelo estado, para informar com antecedência aos municípios sobre cheias. Os 18 equipamentos de Plataforma de Coleta de Dados (PDC) estão distribuídos nos principais rios e bacias hidrográficas que apresentam risco de inundação. Não era o caso da bacia de Goiana. 

Ontem, o governador Eduardo Campos sobrevoou o município para observar os estragos e anunciou ajuda imediata. Campos garantiu que as obras de reconstruçãoo da ponte da PE-75, que liga Goiana a Itambé e à Paraíba, serão iniciadas ainda hoje. O estado vai oferecer auxílio-moradia às famílias desabrigadas, até que novas casas sejam entregues. “Estamos fazendo 16 mil casas para retirar as pessoas que moram perto dos rios”, disse o governador.

Para evitar novas surpresas no futuro, a Agência Pernambucana de Águas e Climas (Apac) vai instalar mais 12 PDCs nas principais bacias do estado, incluindo a de Goiana. De acordo com o gerente de monitoramento e fiscalização da Apac, Clênio Torres, esses equipamentos conseguem informar em tempo real o nível dos rios. O mapa de risco de inundação definiu o grau de risco e alcance das águas a partir dos níveis registrados nas bacias. São três tipos de níveis: baixo, de alerta e de inundação.

Os 18 equipamentos existentes estão distribuídos nos rios que cortam as cidades situadas nas bacias do Una e do Capibaribe. Outros 40 equipamentos serão instalados nas barragens do estado. “Esse monitoramento é importante tanto na questão dos riscos de inundação como também do uso racional dos mananciais em situações de pouca chuva”, explicou Torres. Além do monitoramento do nível dos rios, a previsão meteorológica é também fundamental para evitar tragédias. A não preocupação com inundações na Zona da Mata Norte também se explica no nível de precipitação. Segundo os especialistas, a bacia da Zona Norte é conhecida como bacia seca e a da Zona Sul como bacia úmida. “Isso acontece porque o nível de chuvas na Zona Sul é mais intenso em função da sua geografia”, explicou o coordenador do curso de Gerenciamento de Recursos Hídricos da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Jaime Cabral. Segundo o professor, mesmo com a enchente não há necessidade de se construir barragens de contenção.

Fonte: Diário de Pernambuco. Vida Urbana. 19/07/2011.