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Publicado em 26/04/2011 | Categoria: APAC em destaque
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Reservatrios sob controle

Monitoramento - Reservatórios 1Desde 1978 não chove tanto no Recife, no mês de abril, como está acontecendo agora. A média histórica de 276 mm já está sendo quase dobrada. De acordo com o Laboratório de Meteorologia de Pernambuco (Lamepe), até às 15h de ontem, choveu na cidade 493 mm. Há exatos 33 anos, a maior precipitação do mês foi de 464 mm. No temporal das 11h às 14h de ontem, por exemplo, foram mais de 50 mm, suficientes para trazer de volta todo o caos nas ruas como nos últimos dias. O volume de chuva fez a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) tomar medidas preventivas no Agreste, mirando a capital, abrindo as comportas da barragem de Carpina, em Lagoa do Carro.

O governo evitou qualquer alarde e explicou que tudo não passa de uma “operação normal”. O reservatório de Carpina é um dos principais responsáveis por controlar enchentes na Bacia do Rio Capibaribe, que corta o Grande Recife. Apesar de o volume razoável, em 30% da sua capacidade, o presidente da Apac, Marcelo Asfora, explicou que houve a liberação das comportas para evitar que o nível da barragem suba muito.

“Não tem nada a ver com risco de enchentes. Queremos deixar o reservatório abaixo da cota. E um dos motivos também é evitar que a PE-50, no Agreste, sofra alagamentos como acontece toda vez que essa barragem enche muito”, explicou. O governador Eduardo Campos vem acompanhando a situação dos principais reservatórios diariamente, inclusive ligando para ter informações.

O pesquisador e professor do Departamento de Recursos Hídricos da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Jaime Cabral classificou a medida do governo do estado como correta. “Foi uma atitude prudente. É importante para deixar um espaço para uma possível emergência futura, por exemplo”, disse.

As barragens de Jucazinho, em Surubim, no Agreste; Tapacurá e Goitá, em São Lourenço da Mata, na RMR, além do reservatório de Carpina formam o “quarteto de ferro” que evitam enchentes no Litoral e Zona da Mata. Nenhuma delas está sobrecarregada, porém já com um bom nível. Jucazinho está com mais de 88% de sua capacidade. Tapacurá, com mais de 77%. Asfora ressaltou que o Rio Capibaribe, nos seus 240 km, não vem recebendo um volume de água gradual por todo o seu curso. “As chuvas estão concentradas ou na RMR ou em determinadas partes do interior. Embora causem transtornos na cidade, não são suficientes para enchentes”, disse Asfora.

 Fonte: Diario de Pernambuco, 21/04/2011.