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Publicado em 21/02/2011 | Categoria: Artigos/Opinio
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Perigos desta vida

É muita coisa que acontece em um mês. E são demais os perigos desta vida, como poetava Vinicius. Ou, como falava Riobaldo Tatarana ao seu compadre Quelemém (Grande Sertão - veredas), viver é muito perigoso. O que chamou mais atenção, aqui na pátria amada, foi a tragédia anunciada que anualmente mata, fere, desabriga, desespera milhares de pessoas no Sudeste, forçadas a viver em áreas de risco, para onde são empurradas por preconceitos de classe e pela negligência/conivência das excelentíssimas autoridades competentes. Prevenir essas calamidades não tem visibilidade, não rende votos. Já a repentina e falsa preocupação, o socorro tardio, as esmolas, isso tem muita visibilidade e atrai holofotes. Os políticos estão salvos, como é de praxe.

Outra calamidade, menos visível, é a continuidade galopante do desmonte da Amazônia, a ser ainda mais facilitado pelas brilhantes ideias do relator do projeto do novo Código Florestal Brasileiro, deputado Aldo Rebelo (PCdoB, seria o tênue comunismo desse partido contra a natureza?). Aliás, isso é correlato à questão abordada no primeiro parágrafo, uma vez que o código rebeliano vai facilitar, e muito, a destruição de matas ciliares, desflorestamento aloprado, ocupação desenfreada, mais e mais áreas de risco para habitação.

O mais doloroso é que os poucos projetos de exploração sustentável das florestas estão sendo burlados, como ocorre no Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) Esperança, implantado a duras penas no município paraense de Anapu pela missionária americana Dorothy Stang (o que motivou o seu assassinato por pistoleiros a serviço de madeireiros e grileiros). Esse projeto de desenvolvimento sustentável está sendo comido pelas beiradas, seus participantes reclamando, mas quem poderia fazer alguma coisa nada faz.

Extraído parcialmente do Jornal do Commercio, dia 05 de fevereiro de 2011